terça-feira, fevereiro 14, 2017

Preço de bebidas na capital pode apresentar diferença de até R$ 79.

O preço de uma garrafa de whisky pode apresentar diferença de até R$ 79,00 em supercados de João Pessoa. A constatação foi feita por meio de uma pesquisa da Autarquia de Proteção e Defesa do Consumidor da Paraíba (Procon-PB). O levantamento foi realizado nos dias 8 e 9 de fevereiro em dez estabelecimentos e levou em consideração 125 bebidas. Durante a pesquisa, o Procon-PB identificou, por exemplo, que o preço por litro do whisky Jhonnie Walker Gold pode custar R$ 169,98 no supermercado Bem Mais, nos Bancários, e R$ 249,90 no Extra, em Tambauzinho. Já uma garrafa da vodca Grey Goose com 750ml pode ser encontrada com oferta de R$ 126,75 no Super Box Brasil, que fica no Geisel, e com o valor de R$ 165,90 no Pão de Açúcar, no Miramar. A economia neste item pode chegar a R$ 39,15. A tequila Sauza com 750ml pode custar R$ 89,49 no Carrefour, nos Bancários, mas no supermercado atacadista Assaí ela apresenta oferta de R$ 70,90, com diferença de R$ 18,59 por unidade. Já no Rum Bacardi Carta Ouro, é possível economizar R$ 16,85 por litro. A marca apresenta oferta de R$ 19,65 e chega a custar R$ 36,50. Nas demais categorias - cachaça, cerveja, refrigerante e energético -, a economia por unidade de bebida oscila de R$ 1,90 a R$ 6,80. A cerveja Baden Baden Cristal Pilsen com 600ml apresentou ofertas que iam de R$ 10,40 a R$ 12,90, com economia que pode chegar a R$ 2,50 por unidade. Entre os refrigerantes, o guaraná Kuat de 2 litros apresentou diferença de R$ 3,89 a R$ 5,89.
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Pacto pelo Desenvolvimento Social 2017 com foco na melhoria da educação paraibana ... O governador Ricardo Coutinho lançou, nesta terça-feira (14), o Edital 2017 do Pacto pelo Desenvolvimento Social e o Programa SOMA – Pacto pela Aprendizagem na Paraíba. A solenidade, que aconteceu no Espaço Cultural, em João Pessoa, reuniu prefeitos, vice-prefeitos e representantes de várias cidades e a expectativa do Governo do Estado é que os 223 municípios paraibanos participem desse Edital, visando melhorar os indicadores sociais, o que refletirá nos resultados também em nível estadual. Na ocasião, também houve a assinatura do Termo de Adesão do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). A vice-governadora Lígia Feliciano, o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Gervásio Maia, deputados e auxiliares do Governo também participaram da solenidade. Nesta edição do Pacto pelo Desenvolvimento Social, o Governo do Estado vai disponibilizar recursos na ordem de R$ 73 milhões, para as prefeituras interessadas em investir na área da Educação, por meio da aquisição de 150 ônibus escolares, 100 laboratórios de informática, com um total de 1.800 computadores, sendo 18 para cada laboratório e 65 mil carteiras escolares.
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Temendo greve, Ricardo anuncia incorporação de gratificações para polícia da PB... Em meio ao risco de início de uma greve, já deflagrada em outros estados por esposas de policiais militares, o governador Ricardo Coutinho (PSB) anunciou nesta terça-feira (14) que vai incorporar, a partir de março, 40% das gratificações pagas em forma de plantões ao contracheque dos servidores das polícias Militar e Civil para efeitos de aposentadoria. “Estamos fazendo um resforço muito grande para fazer esta transferência de recursos”, afirmou o governador. Além de tentar reverter um movimento paredista, ensaiado por esposas de políciais militares em Campina Grande, Ricardo Coutinho tenta minar também um movimento político que atribui a opositores da sua gestão, como o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), a quem acusa de ter sucateado o aparelhamento da segurança pública do estado e mal pagar os policiais no período em que governou a Paraíba. “Estamos fazendo apenas o que fizemos ao longo desses seis anos. O soldado eu peguei com R$ 1.564, sem armamento e munição. Ele passa para R$ 3.057. Mesmo com inflação ele terá 95% de reajuste ao longo desses anos”, comentou. Outra novidade para os agentes da segurança pública do estado, segundo Ricardo Coutinho, é a entrega do prêmio de R$ 9 milhões a quase 9 mil profissionais da segurança. O incentivo faz parte do programa Paraíba Unida Paraíba e deverá ser entregue conjuntamente com o pagamento dos salários de fevereiro nos próximos dias 23 e 24, também anunciando nesta terça-feira pelo governador do estado. JP
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Mais de 300 alunos de escola estadual de Bayeux assistem aula sem energia... A Escola Estadual Tancredo Neves, localizada no bairro São Bento, em Bayeux, está funcionando sem energia elétrica há 40 dias, devido à ausência de um transformador que precisa ser trocado. De acordo com a assessoria da Secretaria de Estado da Educação, o novo transformador foi comprado na semana passada, no entanto, as aulas começaram esta semana para mais de 300 alunos, mesmo sem energia elétrica. A Secretaria de Estado da Educação aguarda que a empresa instale o equipamento na Escola Tancredo Neves. Ainda não há uma data para que isso aconteça. “Há uma necessidade da gente procurar um lugar mais claro, para dar continuidade à aula”, comentou a professora de história Valdete Ferreira. O transformador de alta tensão da escola queimou há 40 dias, ainda no período de matrículas. E não apenas as salas de aula são prejudicadas com a ausência de luz. Na hora do intervalo, por exemplo, a merendeira não tem como fazer o lanche e os alunos ficam sem a merenda escolar. “Nós estamos aqui por amor, porque se nós não iniciássemos as aulas, os pais iriam tirar os alunos”, disse o professor de artes Clóvis Calixto. A diretora da escola, Maria José Pinheiro, informou que procurou a Secretaria de Educação logo após o surgimento do problema. No entanto, não foi dada previsão para substituir o transformador queimado. G1PB
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COMO TERMINOU O GOLPE CONTRA O CONSUMIDOR ? Energisa assinou acordo do “Golpe do Fio Preto”, pagou R$ 800 mil e Ministério Público arquivou denúncia... Na Paraíba, toda denúncia é sobreposta por outra maior, e quase sempre, ninguém sabe como termina qualquer apuração, o que nos deixa com centenas de pulgas atrás das orelhas. Vocês lembram que um funcionário da própria Energisa denunciou que a empresa estaria fraudando as contas dos consumidores paraibanos simulando o chamado ‘gato’ na intenção de lesar o cidadão. Isso mesmo, o suposto “golpe do fio preto”, prática da Energisa que estaria fraudando os medidores de luz das residências para cobrar multas dos consumidores sob a acusação de que eles estariam desviando energia (instalando ‘gatos’) em suas casas. Lembro perfeitamente que o pedido para que a fraude chegasse à alçada dos ministérios foi feito pelo deputado estadual Trocolli Júnior (PROS) e pela vereadora de João Pessoa, Raíssa Lacerda (PSD). Voltando ao ano de 2010, um funcionário da própria Energisa descobriu supostas práticas desonestas através das abordagens dos inúmeros relatos dos próprios consumidores que foram vítimas das ocorrências de fraudes. Naquele mesmo ano, o mesmo funcionário apresentou internamente na sede da empresa, as denúncias da suposta prática fraudulenta. Ninguém da empresa deu ouvidos e jamais imaginavam que a sociedade tomaria conhecimento. O “Golpe do fio preto” foi apresentado em 2013, a toda sociedade paraibana. Além do deputado Trocolli e da vereadora Raíssa, o MP da Paraíba entrou na briga e lá foram eles investigar. Investigaram tanto, mas tanto mesmo, que jamais apresentaram a conclusão do Inquérito Civil nº. 1359/2013. Jamais deram publicidade. Jamais convocaram a imprensa para uma coletiva, afinal, o “Golpe do Fio Preto” merecia ou não uma conclusão transparente por parte do MP da Paraíba? Simplesmente resolveram pelo arquivamento. Mas não foi um arquivamento onde o investigado, neste caso a Energisa, fora totalmente inocentada. A melhor opção ou solução encontrada foi pela assinatura de um TAC – Termos de Ajustamento de Conduta, documento este que comprova que a Energisa reconheceu sua culpa, resolvendo compensar danos e prejuízos já causados em troca de R$ 800.000,00 (oitocentos mil reais) pagos em suaves parcelas. Segundo o documento, os R$ 800 mil fora assim distribuídos. R$ 150 mil para Fundação Escola Superior do Ministério Público R$ 50 mil para Instituto São José (Hospital Padre Zé) R$ 600 mil para o Fundo Especial de Defesa do Consumidor do MPPB, divido em 3 parcelas. O que chama a atenção sobre a TAC do Golpe do fio preto: O texto técnico carrega um cuidado em evitar processos criminais aos responsáveis das ordenanças desses supostos crimes causados aos milhares de consumidores lesados na Paraíba; Até hoje, nem a Energisa, nem o MPPB, jamais convocou a imprensa paraibana para apresentar as conclusões finais desse inquérito civil público 1359/2013; Não existe nenhuma publicação sobre Termo de Ajustamento de Conduta no site do MPPB, Energisa ou em lugar algum do universo; Se os consumidores paraibanos não têm direito de pagar suas faturas de energia parcelado, porque esse TAC foi parcelado, já que a Energisa é uma empresa milionária? Se houve culpa ou parte da culpa, porque a Energisa jamais foi condenada ao ressarcimento e danos morais dos milhares de consumidores paraibanos, supostamente lesados pelas práticas criminosas Você acredita que a Energisa assinaria um TAC com “multa” de quase 1 milhão se não restasse um milímetro de culpa no inquérito instaurado? O Golpe do Fio Preto terminou assim, multa parcelada de R$ 800 mil, TODO destinado ao MPPB e ESMA. E o povo? Com a palavra Raíssa, Trócolli e o povo paraibano! Vem aí o Golpe do fio preto II, espero não terminar em TAC, espero! Por Clilson júnior
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Esposas de PMs querem bloquear quartéis na Paraíba... As esposas dos policiais militares organizam reunião esta semana e aguardam convocatória do Governo do Estado para negociar melhores condições de trabalho e reposição salarial para seus maridos. A Associação de Esposas, Mães e Pensionistas de Policiais e Bombeiros Militares da Paraíba (Assemp) não descarta a realização de bloqueio semelhante ao ocorrido no Espírito Santo, caso as reivindicações não sejam atendidas. A perda salarial desde 2010, atingiu 58,26%.

Zoraide Gouveia, presidente da Assemp informou que nova assembleia será realizada ainda esta semana para discutir a situação dos militares. “Não tem data e local, mas, vamos tratar desse descaso do governo com nossos filhos e maridos e decidir que atitude vamos tomar. Não descartamos a possibilidade de fazer o mesmo que foi feito no Espírito Santo. Esperamos que não chegue a esse ponto, que haja uma convocação para conversar, desde 2011 que a gente tenta e nunca atenderam. Somos mais de 250 mulheres e em Campina Grande, João Pessoa e outros municípios, mas, muitas outras estão procurando para aderir. Vamos tomar conta, em cada localidade haverá uma representante. A associação era só um compartimento na Borborema em 2009 e depois passou a ser em todo o Estado, com registro em 2014”, disse.

“Temos mais adesão agora por estar sendo exposto o que de fato acontece. Dizem que deram 75% de aumento e a gente que é esposa, dona de casa, sabe que isso não ocorreu. A Polícia Militar da Paraíba tem o pior salário do Brasil. Não queremos o primeiro, mas, que também não fosse o último. Nos vídeos de campanha foi prometido o subsídio, risco de vida e nada cumprido. Foi pior que o outro (governador). Chegamos a um ponto em que não aguentamos mais e não há como nos punir por falar, pois, não somos subordinadas e nossos maridos estão cumprindo seus papéis”, enfatizou Zoraide.

Associação propõe negociação

A Amep informou que a proposta de reajuste é de 45% e que tentará resolver com negociação. “Para que não deságue na sociedade que não tem culpa e já paga muitos impostos para ter o serviço. Nossa visão é não radicalizar, voltada para o diálogo. Tomamos conhecimento que o governo sinalizou conversa com a Polícia Civil e estamos dispostos a dialogar. Até para não expor o policial e a família que já têm vários problemas. A Amep é mais interiorizada, independente das associações da capital e tem 400 sócios espalhados pelo interior”, disse Luciano Gomes, presidente interino.

Cobrança. Em assembléia na última sexta, o Clube dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar da Paraíba decidiu encaminhar documento ao Estado cobrando melhores salários e reparação nas perdas inflacionárias. Segundo o COPM-BM, o reajuste foi de 12% frente à inflação de 58,26% desde 2010.

Diálogo. O secretário de Governo do Estado da Paraíba, Nonato Bandeira, disse que o governo está disposto a conversar com a categoria. Ele afirmou ainda que esteve na espera do presidente do Clube dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar da Paraíba, coronel Francisco, mas que não foi procurado. As afirmações foram feitas no programa Correio Debate, da rádio 98 FM/ Correio Sat. “Eu soube sábado que o coronel Francisco iria procurar o governo. Coloquei até o paletó para recebê-lo e ele não foi. As portas estão abertas. Estava aguardando e não foi ninguém. Eu fiquei lá no Palácio e não foram entregar documentos”, disse.

Por fim, Nonato sugeriu uma unificação nacional no piso dos policias e que passasse a ser bancado pelo governo federal. Jornal Correio
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A bem da disciplina, PM da Paraíba expulsa rápido policiais criminosos... Os processos de expulsão, a bem da disciplina, dos quadros da Polícia Militar da Paraíba são concluídos, em 90% dos casos, em no máximo um ano, computado do ato de assinatura da Portaria de Instauração do procedimento até a data de publicação do ato de exclusão. É um tempo considerado célere se comparado com o exame de procedimentos destinados a punir integrantes de outras instituições ou entidades representantes de muitas categorias profissionais. Esta é uma das principais conclusões resultantes de detalhado levantamento feito pelo tenente-coronel PM Onivan Elias de Oliveira, nos arquivos da própria corporação e em registros da imprensa, com o objetivo de traçar um perfil das praças militares licenciadas ex-officio entre 1990 e 2016, na Paraíba. Outra informação relevante: ao longo desses 26 anos, foi de iniciativa da própria PM a abertura do procedimento de desligamento em 92% das situações apresentadas. São crimes que vão desde abuso de autoridade, uso de entorpecentes, formação de quadrilha, tortura, deserção, estupro e, principalmente, homicídio – a maior parte. Na opinião de Onivan, os dados demonstram agilidade na apuração e principalmente de punição dos responsáveis por todos esses tipos de crimes. Além disso, ajudam a contrapor o conceito de arraigado corporativismo há muito tempo colado à imagem pública da corporação. Ele observa que sua pesquisa descobriu uma outra realidade que também diferencia a corporação daqueles organismos acostumados a dificultar e protelar investigação e punição de deslizes em seus quadros. “92% dos processos foram iniciados pela própria PMPB, demonstrando com isto que o dito corporativismo não se aplica para nós”, sustenta o militar. Tipos de comportamento O Regulamento Disciplinar da PM, em seu artigo 52, classifica em cinco os tipos de comportamento do policial-militar: Excepcional – quando no período de oito (8) anos de efetivo serviço não tenha sofrido qualquer punição disciplinar; Ótimo – quando no período de quatro (4) anos de efetivo serviço tenha sido punida com até uma detenção; Bom – quando no período de dois anos de efetivo serviço tenha sido punida com até duas prisões; Insuficiente – quando no período de um ano de efetivo serviço tenha sida punido com até duas prisões; Mau – quando no período de um ano de efetivo serviço tenha sido punida com mais de duas prisões. Soldado: o mais punido O levantamento envolvendo, no total, situações relativas a 353 policiais militares, revelou ainda que a grande maioria dos processos de licenciados a bem da disciplina envolve soldados (72% dos casos), seguidos de cabos (16%), compondo, portanto, 88% do universo de desligamentos. Rubens Nóbrega