Efigênio Moura ( contato@efigeniomoura.com.br)
Sabemos nós que a política é dinâmica, mas não é sozinha.
O que é hoje na politica pode deixar de ser amanhã, basta um vacilo de qualquer parte. Quem está na dianteira corre o risco de ver a banda passar sem tocar suas músicas favoritas e tem vez, que quem está em ultimo é surpreendido por uma canção nova... Um nome novo.
Convido meus leitores a anteciparem o pleito para o próximo dia 7 de Outubro desse ano, exatos 365 dias antes das próximas eleições e como se fosse de vera, temos 3 candidatos em situações distintas:
Antônio Carlos, Fabio Rodrigues e Zé Ramos ( por ordem alfabética).
O que há de novo nessa cena? O que tem de novidade no cenário?
Analisando do ponto de vista do marketing percebo uma situação de mesmice.
Sabemos que o governo Dida vai se deteriorando a cada dia que passa, a cada ação mal feita e a cada dia sem pagar o funcionalismo. O que antes era um trunfo ou uma bandeira do atual governo é agora seu principal adversário e sem apelar para o emocional, uma situação exatamente igual a que deu vitórias a Babá e a própria Mamusca. A insatisfação do funcionalismo atinge o bolso do comerciante que por sua vez, desagrada fornecedores e o obriga a tirar de onde não tem o que deveria ter para se sustentar, a si, seus funcionários, seus luxos permitidos e as intenções de voto. O grupo de situação trabalha mal seu marketing e da forma que se comportam ficará difícil ouvir a Banda tocar as suas canções. Enquanto isso o nome novo, a música nova chamada Zé Ramos que seria hoje uma terceira via pode nem acontecer. É que ausente e cumpridor de nem todas palavras oferecidas, Zé Ramos que surgiu como luz, vai aos poucos se transformando em vela. Com tempo certo para queimar-se por completo. Amparado por dissidentes do governo Mamusca que nem tanta força tinha quando estavam por lá, utiliza-se do mesmo expediente de um personagem muito conhecido de nossas campanhas. Claro que Zé Ramos é um homem de caráter, de honra, homem que se dependendo dele é cumpridor de promessas. Eis o problema: Zé não depende só de si e escorado no governo Coutinho, não consegue suprir a carência de seus conquistados e nem se aventurar a caçar novos conquistadores. O que de concreto Zé tem não é seu. Essa posição coloca Zé em surpresa duvidosa, mesmo se tiver apoio de Dema, que também anda sumido dos noticiários da cidade. Isso da sobrevida a Antônio Carlos. Queimando por baixo, feito fogo de monturo, o grande derrotado de todas as ultimas eleições costura para chegar em 2012 senão na dianteira, próximo a ela , tudo isso graças ao poder que tem o PMDB. A fidelidade de seus seguidores. Não creio que AC vá conseguir o mesmo feitio de juntar todas as oposições como aconteceu quando o fizeram o favor de tira-lo da prefeitura, mas ha o grande risco de chegar a Prefeitura e de, com sua sede de luxo, tratar o povo de Itabaiana exatamente do mesmo jeito que tratou logo que Zé Maranhão ganhou do TSE o direito de governar a Paraíba. É verdade que AC não terá o apoio que teve na ultima eleição e mesmo com desfalques do naipe de fulano e sicrano e também beltrano (posso dizer os nomes não!), corremos um sério risco de morte com a possibilidade de ele assumir a prefeitura.
Pois é.
Fábio Rodrigues um nome novo que chega atrapalhado por um governo desastroso, mesmo com reforços importantes como sicrano, beltrano e fulano (posso dizer os nomes não). Zé Ramos um nome antigo que volta a cidade com um projeto diferente, mas sem o respaldo dos eleitores e dependente de uma caneta que não a sua para arregimentar novos soldados, eis que ressurge AC, um nome perigoso, que já armou acampamento na cidade, na tentativa de ludibriar a fé e a esperança do Itabaianense e pior que devolve-lo a prefeitura somente o rebaixamento do Campinense a serie D.
Claro que isso são suposições (menos o Campinense).
Mas a visão de marketing dessa situação é real. Hoje é essa.
Todos de olhos em todos.