O romancista, poeta e cronista Reginaldo Alves, que é presidente da
Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, autor de 16 livros e da letra do
hino oficial de Itabaiana, esteve na manhã de hoje (10/10/2016)
visitando a Escola João Fagundes de Oliveira, no centro da cidade, onde
foi homenageado e também realizou palestras com os alunos daquela
entidade de ensino.
Reginaldo Alves de Araújo nasceu em Itabaiana (PB) em 4
de agosto de 1946. Seu pai era fateiro (vendia fatos na feira) e sua
mãe era doméstica. Moravam numa casinha de taipa coberta de palha na
antiga Rua da Palha, em Itabaiana. Começou a estudar na Escola Professor
Maciel, com um pé no sandalho e outro descalço, pois ele tinha que
dividir um par de chinelos com seu irmão, pois seus pais não tinham
condições de atender as exigências da escola que de vez em quando
barrava o menino na entrada por não está devidamente calçado. Mas graças
ao incentivo da jovem professora Celeste, que se tornou uma espécie de
anjo da guarda do menino, ele continuou a estudar.
Posteriormente, Reginaldo teve que trabalhar de babá na casa de uma
prima em Campina Grande, só para ter o direito de continuar seus
estudos. Depois saiu para cursar o secundário no Colégio Estadual de
Recife, época em que pôde desenvolver as bases iniciais da sua vocação
literária. Aos 23 anos de idade, foi residir (e trabalhar na área
comercial de enciclopédias) no Rio de Janeiro. Após dois anos, mudou-se
para a capital paulista, onde, pela USP, bacharelou-se em Teologia e
licenciou-se em Educação Escolar.
Casou-se, aos 25 anos, com a
professora Noêmia Barbosa Lopes de Araújo, com quem tem três filhos.
Formado também em Pedagogia (pela UCDB). Mas o professor Reginaldo
fincou raízes mesmo em Campo Grande, capital do estado de Mato Grosso do
Sul, no ano de 1978: veio, como muitos, para ajudar a construir o novo
estado que surgia. Educou a juventude em várias escolas; ensinou os
jovens na patrulha mirim, atuou na área de lazer e logo foi bater na
porta da produção cultural. O primeiro livro saiu do forno em 1989 – era
“os meninos da poeira”. Depois, numa rápida sucessão, vieram os outros:
Bocaina; Abismo Romântico; Mato Grosso do Sul – Num Sorriso; Saga
Pantaneira; Futebol, Uma Fantástica Paixão, Baluartes do Futebol
Campo-Grandense; No Remanso do Luar; Um Homem de Deus, O Fantástico
Padre João Crippa; Águas do Povo e Itabaiana - deslumbramento de uma
época.
Reginaldo de Araújo deixou marcas do seu andar: fundou a
Associação de Novos Escritores (ANE/MS); fundou o jornal cultural
Arauto, dedicado exclusivamente à literatura; e é o atual presidente da
Academia Sul-Mato-Grossense de Letras.
Nada impediu que Reginaldo
Alves de Araújo vencesse na vida. Nem mesmo a sua origem humilde, com
todas as dificuldades que teve que enfrentar na vida. Com fé em Deus e
com muito esforço e dedicação ao estudo, ele se tornou um grande
escritor, exemplo para a juventude e um orgulho para os itabaianenses. texto: Antonio Costta



