O ex-governador José Serra (PSDB) cumpriu à risca o roteiro que estabeleceram na Paraíba. E não foi um roteiro qualquer. Nas doze horas que passou em solo paraibano, o presidenciável tucano deu entrevista a três emissoras de rádio, a cinco emissoras de televisão, tudo nos estúdios, além de cumprimentar eleitores nas ruas e no shopping.Do começo ao fim, o mesmo semblante afável e disposição de falar, falar e falar.
Tudo para diminuir o abismo que o separa da popularidade que o presidente Lula goza no Nordeste e, em especial, na Paraíba, onde os índices de aprovação do governo federal atingem quase 90%..
Deixou entre os ouvintes e telespectadores uma impressão que não se pode negar. Está realmente preparado para governar o Brasil.
Mostrou que tem propostas concretas como a expansão dos cursos profissionalizantes e a criação de uma bolsa para os alunos de baixa renda, a redução da carga tributária, a criação de ministérios para os portadores de deficiência e da segurança pública.
Falou em pagar uma dívida do Brasil com a Paraíba e foi elegante com os adversários o tempo inteiro.
O que mais surpreendeu é que Serra não parece um candidato mecânico. Daqueles que só dizem o que assessoria manda. E que precisam ser instrumentalizados até para sorrir. Serra fala com convicção, conhecimento de causa e uma dose de sensibilidade pessoal dos problemas do Brasil e das regiões.
Muito diferente da candidata petista Dilma Roussef, onde tudo nela é produzido. Menos o governo Lula.
Aliás, esse é o único problema de Serra no Nordeste. Ele não tem um padrinho como Lula. Assim como Lula não tem um candidato como Serra.
Definitivamente, ninguém é completo.