Fábio MozartLi não sei onde sobre uma tese esquisita: o que temos a aprender com uma pia repleta de pratos por lavar. Vou logo confessando que lavo pratos desde garoto, uma das lições de educação doméstica de minha mãe, dona Iraci. Jamais considerei que fosse uma tarefa essencialmente feminina.
Sobre a teoria propriamente dita, leve-se em contas que uma pia repleta de pratos sujos é uma bagunça total. Você precisa organizar as peças para poder realizar a tarefa com o mínimo de funcionalidade.
Fazendo um breve retrospecto histórico desta atividade, sabe-se que desde os tempos mais remotos as pessoas lavam a vasilha onde comeram. Os homens da caverna não tinham esse hábito porque comiam com as mãos, maneira ainda hoje usada pelos árabes.
Então vamos à teoria dos pratos sujos. Você está diante da pia com uma montanha de pratos, copos, pires, talheres e panelas sujas. Um sujeito prático igual a este que vos fala, antes de começar a lavar, separa o lixo orgânico, depois organiza copos com copos, talheres com talheres, pratos com pratos, e assim por diante. Ao acabar essa simples operação, o aspecto da pia já melhorou, a bagunça deu lugar à ordem, o trabalho pode fluir com desenvoltura e praticidade.
A teoria da pia é simples e clara como a água que jorra da torneira: se você primeiro separar o lixo e organizar as coisas, tudo fica mais fácil. Pode ser aplicada à sua bolsa (bolsa de mulher é um ótimo laboratório para essa teoria), extensivo à administração das cidades, à política, à urbanização, a tudo enfim. É uma coisa aplicável em todos os campos do conhecimento humano. Resumindo: se você primeiro tirar o lixo e organizar, facilita geral.
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