Sem material publicitário, nem lideranças para ir às ruas em busca de apoio, tucano tira o estado da lista de prioridades."É difícil colocar a oposição na rua. A lógica da campanha de Serra está toda concentrada em São Paulo e Brasília e tem sobrado pouco para Paraíba", admitiu ontem o secretário-geral do PSDB estadual, João Fernandes, ao justificar a letargia tucana na disputa. A menos de um mês da disputa nas urnas, a campanha de Serra não chegou às ruas das cidades paraibanas. A ausência é ainda maior se compararmos à superexposição da candidata adversária Dilma Roussef (PT), e até mesmo do presidente Lula (PT), que não concorre este ano.
A última estimativa de visita do ex-governador paulista estagnou na promessa do coordenador regional, senador Cícero Lucena (PSDB), que estimou um retorno de Serra no último dia 24. O resultado da desarticulação tucana na Paraíba já surtiu efeito negativo entre os postulantes a cargos proporcionais e majoritários. O primeiro a reclamar publicamente foi o candidato a vice-governador, Rômulo Gouveia (PSDB), que desafiou o vice de Serra, Índio da Costa(DEM-RJ), a mostrar o material de campanha que seria distribuído no estado.
Antes dele, o cicerista João Gonçalves (PSDB) já reclamava uníssono pelos bastidores do Legislativo do estado de abandono que trafegava a campanha do candidato da oposição à presidência da República. O próprio Cícero e o candidato ao Senado, Cássio Cunha Lima eram apontados como responsáveis pelo parlamentar.
A última rebordosa foi dar na desistência do próprio João Fernandes que concorria a uma das vagas na Câmara Federal e tomou a frente da campanha de Serra na Paraíba, notadamente em Campina Grande. Ontem, a própria assessoria de Cícero aconselhou procurar o ex-deputado para obter mais informações sobre o empaque da campanha nacional tucana no estado. Embora admita as dificuldades logísticas, Fernandes atribuiu o passo lento à falta de respaldo de uma candidatura própria ao governo do estado e à aliança com o PSB.