A Arquidiocese do Rio de Janeiro, um dos mais importantes postos da Igreja Católica no Brasil, está novamente envolvida em um ruidoso escândalo financeiro. O ecônomo Abílio Ferreira da Nova, 77 anos, cuja atribuição é administrar os bens e as contas bancárias da diocese carioca, foi preso pela polícia no domingo 5 no Aeroporto Internacional Tom Jobim, quando tentava embarcar para Portugal com 52 mil euros (cerca de R$ 115 mil) não declarados. Não há, por enquanto, nada que configure crime contra a Igreja e seus fiéis, por mais estranho que seja um padre ter tanto dinheiro vivo – ele alegou ser herança de família. “Meu único pecado foi não ter declarado o dinheiro”, disse ele, afirmando que a soma iria para seus parentes pobres de Portugal. É crime tentar sair do País com uma pequena fortuna de forma não oficial. A ironia é que o monsenhor foi colocado no cargo há pouco mais de um ano justamente para limpar as manchas deixadas por seu antecessor, o padre Edvino Steckel, acusado de ter gasto em torno de R$ 14 milhões em despesas não justificadas ou desnecessárias.sábado, setembro 11, 2010
Golpe na sacristia: Monsenhor responsável pelo dinheiro da Igreja Católica do Rio é preso saindo do País com mais de R$ 100 mil
A Arquidiocese do Rio de Janeiro, um dos mais importantes postos da Igreja Católica no Brasil, está novamente envolvida em um ruidoso escândalo financeiro. O ecônomo Abílio Ferreira da Nova, 77 anos, cuja atribuição é administrar os bens e as contas bancárias da diocese carioca, foi preso pela polícia no domingo 5 no Aeroporto Internacional Tom Jobim, quando tentava embarcar para Portugal com 52 mil euros (cerca de R$ 115 mil) não declarados. Não há, por enquanto, nada que configure crime contra a Igreja e seus fiéis, por mais estranho que seja um padre ter tanto dinheiro vivo – ele alegou ser herança de família. “Meu único pecado foi não ter declarado o dinheiro”, disse ele, afirmando que a soma iria para seus parentes pobres de Portugal. É crime tentar sair do País com uma pequena fortuna de forma não oficial. A ironia é que o monsenhor foi colocado no cargo há pouco mais de um ano justamente para limpar as manchas deixadas por seu antecessor, o padre Edvino Steckel, acusado de ter gasto em torno de R$ 14 milhões em despesas não justificadas ou desnecessárias.