segunda-feira, setembro 06, 2010

Na Paraíba, presidenciável só se for por foto.

Falta bem menos de um mês para que os paraibanos saiam de casa em direção às respectivas zonas eleitorais para depositarem o seu voto. Um percurso que ele terá que fazer sem receber no estado sequer a visita de um dos presidenciáveis entre os mais bem colocados na corrida eleitoral. Não vieram e nem têm data para aparecer por aqui Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) ou Marina Silva (PV).

Todos com razões de sobra para isso. Vamos começar por Dilma. A petista, apesar das promessas da direção estadual, não incluiu a Paraíba na agenda e nem fez promessas de vir por aqui até o momento, pois teme a guerra entre os aliados Ricardo Coutinho (PSB), que pede voto para ela, e José Maranhão (PMDB), que se apresenta como um grande amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Já Serra, apesar de estar bem atrás de Dilma nas pesquisas, tem outros motivos para evitar a proximidade com a Paraíba. O tucano, que tem se apresentado como político ficha limpa e defensor dela, não quer, nem por um binóculo, aparecer ao lado do ex-governador e candidato ao Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB). Pelo menos não enquanto ele não conseguir o aval da Justiça Eleitoral para se manter na disputa.

Os problemas continuam em relação à vinda de Marina. No caso dela, o entrave é a falta de apoio. Em um estado onde os dois principais candidatos majoritários se engalfinham para estar ao lado do PT e de Dilma, a candidata do Partido Verde talvez não tivesse nem quem fosse encontrá-la no Aeroporto. O reflexo desses impedimentos é que, sem vir à Paraíba, nenhum presidenciável assume compromisso com o estado.

Um reflexo disso foi visto já no governo do presidente Lula, que veio apenas três vezes à Paraíba fora do período eleitoral entre 2003, quando assumiu, e este ano. Só no ano passado, o presidente esteve oito vezes em Pernambuco. O resultado disso é que os investimentos no estado vizinho são infinitamente maiores que os feitos na Paraíba. E pelo andar da carruagem, a coisa não vai mudar.