Hoje é dor de garganta. Amanhã, dor de cabeça. Ou talvez na coluna. No estômago. Qualquer coisa que provoque dor de cotovelo no seu principal concorrente.Ah, são tantas as opções de desculpas para escapar de um debate! Nunca, é claro, Maranhão vai dizer a verdade que todos sabem: um debate, para ele, é quase um golpe suicida. Então, não adianta Ricardo Coutinho continuar lançando desafio, no Guia Eleitoral, ao governador José Maranhão para que eles debatam suas propostas para a Paraíba. Maranhão não cai nessa armadilha. E ri dessa tentativa quase desesperada de Ricardo.
O Sintep não achou nada engraçado o governador não ter comparecido ao debate organizado pela entidade e recusou sua substituição por Rodrigo Soares. Não tinha como agir de outra forma. O debate era entre os candidatos ao governo, não entre os candidatos a vice.
Com esse gesto, certamente que Maranhão ganhou a antipatia de muitos eleitores. Foi uma bola fora. Mas, na matemática de seus marqueteiros, ele perde ainda mais eleitores se enfrentar Ricardo e os demais num debate.
É uma pena. Campanha política sem debate não tem graça nenhuma. Os eleitores terão que se contentar com os efeitos especiais do Guia. Musiquinhas bacanas, oba-oba, vinhetas criativas, apresentadoras charmosas... nada que revele, verdadeiramente, as reais intenções dos candidatos. Suas fraquezas ou pontos fortes só vêm à tona em debates acalorados, em confrontos que o governador prefere evitar. Vai ser assim até o fim.
Que seja. Mas que nem Ricardo, nem os demais candidatos desistam do desafio. Que novos debates sejam propostos. Que mais desculpas sejam dadas para que eles não aconteçam. Vai ser engraçado ver o governador desfiar um rosário de doenças para escapar do confronto de ideias.
Maranhão prefere ser chamado de “fujão” do que arriscar perder a eleição. Quem o condenaria por isso?