quarta-feira, setembro 01, 2010

Ricardo acusa Maranhão de usar recurso público para cooptar apoios.

O candidato a governador Ricardo Coutinho (PSB), da coligação ‘Uma Nova Paraíba’, ontem na Rádio 101 FM, acusou o governador José Maranhão (PMDB) de tentar inviabilizar o Estado com empréstimos e de usar recursos públicos para cooptar apoios de prefeitos e lideranças. A série de entrevistas da Rede Paraíba de Comunicação, dentro do Projeto Eleições 2010, teve início na última segunda-feira, com Nelson Júnior (PSOL). Hoje, será a vez de Maranhão.

Segundo Ricardo Coutinho, o governador disponibilizou, sem critérios, R$ 32 milhões do Fundo de Desenvolvimento do Estado, de 25 de maio a 1º de junho, para convênios com 117 prefeituras, todas da base de apoio ao atual governo.

“O governador discriminou mais de dois milhões de pessoas, mais da metade da Paraíba. Isso é crime eleitoral ou não é?”, questionou, cobrando um posicionamento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB). Denunciou, ainda, o gasto de R$ 1,194 milhão com publicidade em revista para divulgar o Centro de Convenções.

RECURSOS

Durante a entrevista, com duração de uma hora e transmitida para 22 emissoras do Estado através da Rede Paraíba Sat e pelo portal Paraíba1, o candidato do PSB criticou a aplicação dos recursos provenientes dos financiamentos.

Apesar de admitir a necessidade do empréstimo da CAF (Corporação Andina de Fomento) tomado pelo Governo do Estado para construção de estradas, censurou a destinação dos R$ 287 milhões do BNDES para materiais e equipamentos de consumo, tais como produtos de informática e algemas.

Segundo Ricardo, em 2002, o Governo Maranhão terminou o mandato com 16% da receita comprometida. Quando o ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB) deixou o governo, esse índice tinha sido reduzido para apenas 6%.

Em comparação, ele revelou que, na Prefeitura da capital, apesar de ter capacidade para financiar R$ 200 milhões, fez apenas um empréstimo de R$ 17 milhões e outro de R$ 2 milhões.