Candidatos disputam 2010 de olho nas eleições municipais de 2012 e apostam em votações “exageradas” para conquistar passe para o futuro.Muito se comenta que na Paraíba – em especial - há um hábito natural de antecipação dos processos eleitorais. Nem bem termina uma eleição, a classe política e a imprensa especializada já miram e dão início às especulações do próximo pleito. Objetivamente, em estados onde o serviço público é a principal fonte geradora de renda e, por isso, a política se acentua, uma eleição será sempre trampolim para outra.
Assim, não será surpresa se o processo eleitoral de 2012 for deflagrado logo depois que se proclamarem os resultados das eleições de 2010.
Loucura? Nem tanto. Ora, o processo eleitoral de 2010 foi deflagrado em junho de 2008, quando Ricardo Coutinho evitou colocar um vice-prefeito indicado por José Maranhão (PMDB), à época ainda senador da República.
Assim, ainda com a panela quente da campanha atual, as lideranças e os partidos políticos na Paraíba já vão mirar as eleições municipais de 2012, quando estará em disputa o destino de 223 cidades paraibanas.
Por isso que muitos dos candidatos atuais estão de olho em suas votações nas eleições deste ano para fazer com que elas sejam usadas como títulos num futuro concurso eleitoral. O sucesso no presente credencia para o embate futuro.
Está na cara que candidatos como Luiz Couto (PT), Manoel Júnior (PMDB), João Gonçalves (PSDB), Ruy Carneiro (PSDB), e alguns outros, vão sair do dia 3 de outubro com suas votações anotadas no caderninho para poder usá-las na discussão pré-eleitoral de 2012 na Capital.
O mesmo deve acontecer com Romero Rodrigues (PSDB), Manoel Ludgério (PDT), Damião Feliciano (PDT), Guilherme Almeida (PSC) e Daniella Ribeiro (PP) em se tratando de Campina Grande.
Além de que conquistar o mandato, todos eles querem “passar” com notas acima da média. Pra poder facilitar a matrícula em 2012.