domingo, outubro 03, 2010

A frieza do eleitor e a imprevisibilidade angustiante das urnas.

Depois de três meses de ritmo intenso, José Maranhão (PMDB) e Ricardo Coutinho (PSB), que polarizam a disputa pelo governo do Estado na Paraíba, finalmente, estiveram na manhã deste domingo diante da urna eletrônica.

Ninguém tem dúvida em quem cada um votou para governador. O que não se pode dizer dos outros 1,7 milhão de eleitores aptos para votar hoje na Paraíba. As urnas são o depósito da verdade e o eleitor o depositário.

A cada dois passos quedados em toda Paraíba, a pergunta é uma só: “E aí, quem ganha?” Analistas usam números e imagens das ruas. A imprevisibilidade das urnas derruba os dois instrumentos de medição. Essa campanha foi do silêncio. A do voto e da manifestação discreta. O que deixa as projeções ainda mais soltas. 

Que as urnas amarrem-nas até à meia noite.

Cássio quebra sigilo do voto e declara de peito aberto voto em Ricardo Barbosa e Romero Rodrigues.

Ficou evidente durante toda a campanha o esforço que o ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB) fez para eleger Ricardo Barbosa como deputado estadual e Romero Rodrigues como deputado federal. Hoje, ao votar em Campina Grande, quebrou o sigilo do voto e disse claramente à imprensa que tinha digitado o número dos dois companheiros. E não permitiu que ninguém tivesse ciúmes.

Ricardo Coutinho e às uvas Depois de turbinar a campanha na reta final, Ricardo Coutinho resumiu em só uma palavra o que mais quer quando tudo terminar: uma taça de vinho. É o que dá derrubar a Lei Seca.
Maranhão e a “cola”

Como um bom septuagenário, o governador José Maranhão levou uma “cola” para votar hoje. Ora, até eu sei que Maranhão, além dele próprio, vota em Benjamim, Olenka, Dilma, Wilson Santiago e...ah, realmente tem o outro senador.
Estratégia final

Diz-se que Wilson Santiago colocou equipe para entrar em campo e pedir que quem vota nele anulasse o voto no segundo senador.