terça-feira, novembro 01, 2011

Efigênio Moura

FESTA E SANGUE.

São dois temas que não combinam, mas estão sempre empareados. Por muitas das vezes acontecem isoladas, mas quase sempre, ligadas. É como o tal cordão umbilical.

No caso dessa coluna a festa e o sangue estão separados por motivos, datas e locais. Nenhuma coisa tem a ver com a outra, mas, quis assim fazer essa coluna.

No domingo houve a ‘ Festa Surpresa’ para Zé Ramos em uma fazenda que eu não sei onde é e nem decorei o nome. Soube que foi muito animada e que tinha também muito suco de laranja. A festa serviu para comemorar o aniversário de Zé. Não fosse Zé um prefeitável era um fato comum e corriqueiro. Como é Zé a coisa tem uma dimensão maior.

Os que estavam na festa, os que tinham o nome na lista de convidados sentiram-se orgulhosos e prestigiados. Já os que não estavam...
Esse é o problema de ser prefeitável. Uma festa, uma comemoração, uma reunião de amigos que envolva bebidas é amplificada de uma forma que o candidato pode perder o controle de sua própria candidatura e arruma ao invés de admiradores, adversários. Entre aqueles que não foram porque não foram chamados poderá haver o sentimento da exclusão. Ou se abre o evento, ou não se faz. Acho que a equipe de Zé Ramos falhou. Era um evento político a partir do momento que um deputado esteve lá como tal ou vai dizer que Joao Gonçalves é amigo de Zé desde criancinha?

Zé terá que rever esses conceitos se quiser que sua candidatura decole.

Na terça amanhecei com uma noticia lamentável: a morte de Júlio. O assassinato de Júlio.

Conheci Júlio naquela memorável campanha que fiz para o PMDB e Júlio além de um entusiasta, era um apaixonado pelo PMDB. Era conhecido como Júlio do Açude.

Sua bodega era a porta de entrada para o bairro mais cobiçado pelos políticos em época de eleição. Quase sempre tínhamos que passar pelo bar de Júlio para irmos ao inferninho ou ao Jucuri.

Júlio foi morto em circunstancias misteriosas. Cá de Campina ainda não sei o resultado das investigações. A ultima vez que vi Júlio ele estava de girassol. Estava no meio do povão como era seu estilo, pulando alaranjadamente, ele me deu um abraço e disse:

- Mudei Zé do Povo... Agora vou ser respeitado.
...

Pois é... Acho que essa foi à segunda morte de Júlio, a primeira foi quando o PMDB o traiu e o abandonou.

O que acalma a alma é que ele voltará.

Que seja recebido por irmãos de luz, cumpade Júlio!

Vá com Deus.

www.efigeniomoura.com.br / @efigeniomoura