quinta-feira, outubro 22, 2026

A direita toma a Câmara.

A direita terá 132 das 513 cadeiras da Câmara dos Deputados a partir de fevereiro de 2027, 28 a mais do que hoje. O bloco reúne PL, Novo e Missão. O Centrão, que inclui União Brasil, PP, PSD, Republicanos e MDB, cai de 265 para 246 deputados. A esquerda, formada por PT e partidos aliados do governo, fica com 124. A federação de PSDB e Cidadania completa a composição, com 11. O Partido Liberal elegeu 121 deputados, a maior bancada de um único partido desde 1990. 

Hoje, tem 98. O crescimento passou por Minas Gerais, onde o PL ficou com 21 das 53 vagas, dez a mais que em 2022, graças ao desempenho de Nikolas Ferreira, reeleito com 3,1 milhões de votos, a maior votação da história para o cargo. Lucas Pavanato, do PL de São Paulo, teve a segunda maior votação, com cerca de 3 milhões. Ainda na direita, o Novo dobrou a bancada de cinco para dez deputados. No Centrão, a federação de União Brasil e PP foi a que mais perdeu: elegeu 87 deputados, 11 a menos que hoje. PSD, Republicanos e MDB também encolheram. No total, a esquerda terá 124 deputados. A federação de PT, PCdoB e PV cresceu e será a segunda maior bancada da Casa, com 88 deputados, enquanto PSB, PDT e a federação de PSOL e Rede perderam cadeiras.A direita cresceu sobre o Centrão, não sobre a esquerda, que manteve praticamente o mesmo tamanho de 2022. Sozinha, a direita não tem maioria e depende do Centrão para aprovar projetos. Mas, somados, Centrão e direita atingem 303 deputados, quase 60% da Câmara. Com a maior bancada, o PL entra na disputa pela presidência da Câmara e pelas comissões com a maior cota de cargos. No Senado, a direita também terá a maior bancada, mas igualmente depende do Centrão para formar maioria.