
Fiquei acordado até depois da meia-noite para assistir ao debate da Band com os candidatos (quatro deles) a presidente da República. Perdi meu tempo. A pretexto de protagonizar uma conversa de alto nível, Serra, Dilma e Marina evitaram os temas mais polêmicos de suas candidaturas e das ideias que defendem para um período administrativo de quatro anos.
Apenas Plínio Arruda Sampaio, candidato do PSOL, assumiu postura diferente. Quis o tempo todo radicalizar o debate, defendendo a invasão nas propriedades rurais, o calote da dívida pública e a redução dos lucros das empresas.
Não concordo com uma só destas propostas, mas é inegável que elas e muitas outras deveriam ter constado da pauta dos presidenciáveis. Pra se ter uma ideia, a corrupção e o desvio de dinheiro público, que são dois dos maiores problemas do Brasil, não mereceu uma só referência.
Serra concentrou-se na discussão sobre a necessidade ou não de se constituir no país mutirões de saúde, para atacar doenças como catarata, câncer de próstata e varizes. É muito pouco, não é não?
A ex-ministra Dilma conseguiu ser pior. Atrapalhou-se nas respostas, não soube explicar porque o governo está discriminando entidades como a Apae e ficou repetindo números e ações do governo Lula. Quando era pra se posicionar sobre qualquer assunto, ficava em cima do muro. Parecia mais tucano do que o ex-governador.
Marina Silva fez uma leve tentativa de igualar os governos de FHC e Lula. Para ela, o primeiro, que é sociólogo, fez importantes reformas econômicas e o segundo, que era trabalhador, implantou programas de inclusão social. Em resumo, cada um ao seu modo agiu bem.
Esse tom extremamente conciliador da candidata do Partido Verde irritou o representante do PSOL, que insistentemente fixou sua posição em defesa de um corte drástico no modelo político a administrativo que está em vigor.
Corrupção, ajuda a banqueiros, política externa, aumento da produção e o combate às desigualdades regionais não foram objeto da atenção dos presidenciáveis. Aborto, reforma eleitoral e cotas raciais nas escolas e empresas públicas, também não.
Foi, enfim, um debate que deu sono.
Apenas Plínio Arruda Sampaio, candidato do PSOL, assumiu postura diferente. Quis o tempo todo radicalizar o debate, defendendo a invasão nas propriedades rurais, o calote da dívida pública e a redução dos lucros das empresas.
Não concordo com uma só destas propostas, mas é inegável que elas e muitas outras deveriam ter constado da pauta dos presidenciáveis. Pra se ter uma ideia, a corrupção e o desvio de dinheiro público, que são dois dos maiores problemas do Brasil, não mereceu uma só referência.
Serra concentrou-se na discussão sobre a necessidade ou não de se constituir no país mutirões de saúde, para atacar doenças como catarata, câncer de próstata e varizes. É muito pouco, não é não?
A ex-ministra Dilma conseguiu ser pior. Atrapalhou-se nas respostas, não soube explicar porque o governo está discriminando entidades como a Apae e ficou repetindo números e ações do governo Lula. Quando era pra se posicionar sobre qualquer assunto, ficava em cima do muro. Parecia mais tucano do que o ex-governador.
Marina Silva fez uma leve tentativa de igualar os governos de FHC e Lula. Para ela, o primeiro, que é sociólogo, fez importantes reformas econômicas e o segundo, que era trabalhador, implantou programas de inclusão social. Em resumo, cada um ao seu modo agiu bem.
Esse tom extremamente conciliador da candidata do Partido Verde irritou o representante do PSOL, que insistentemente fixou sua posição em defesa de um corte drástico no modelo político a administrativo que está em vigor.
Corrupção, ajuda a banqueiros, política externa, aumento da produção e o combate às desigualdades regionais não foram objeto da atenção dos presidenciáveis. Aborto, reforma eleitoral e cotas raciais nas escolas e empresas públicas, também não.
Foi, enfim, um debate que deu sono.