sexta-feira, setembro 03, 2010

BARÃO DE ARARUNA: redoma de vidro

Governador está fora dos debates públicos, da TV e de quaquer situação que signifique confronto direto.

Como já disse, é direito do candidato evitar presença em debates, sejam na televisão ou em qualquer outro ambiente. Faz parte da estratégia eleitoral. Ser estratégico e ser um direito não significa, no entanto, uma atitude louvável.

Seja alegando medo, gripe ou compromisso de campanha, o governador José Maranhão já deixou claro que a orientação de sua equipe de marketing é deixá-lo longe dos debates e, especialmente, de confrontos com Ricardo Coutinho até o dia 3 de outubro.

Não vai mais para debates de televisão, como o de hoje da TV Borborema, não vai mais nem para debates públicos, como o de hoje com os professores. Está faltando até a atividades da própria campanha, como aconteceu ontem à noite numa arrastão no Rangel.

O marketing de Maranhão criou uma redoma para o governador. Algo como os súditos fazem com os reis que alegavam ter o poder dado pela divindade. Essa “ocultação” é, como dissemos, estratégica e ajuda a reforçar o caráter místico da campanha governista.

Maranhão não se expõe, por isso não comete erros. Quanto menos se fala, menos se erra.

A equipe do governador só cometeu um erro. Deixou ele ir no primeiro debate: deveria ter vetado desde o começo. Porque ficaria sempre a dúvida de um possível bom desempenho.

E não o que aconteceu na TV Clube. Depois de lá, ficou claro porque a equipe decidiu evitar o restante.

P.S: Estranho particularmente porque tevês como a Tambaú e a Correio da Paraíba não tenham mais falado em debates de governador. Coisa que sempre fizeram nas eleições passadas.