Em cada eleição, existe uma sensação subjetiva que paira coletivamente na cabeça no eleitorado, sinalizando para melhor tendência do momento. A eleição de 2010 parece que já tem a sua: a sensação da continuidade.Inspirada pela estabilidade econômica, há uma sensação de que, no geral, as coisas vão bem. Dificultando, portanto, o desafio das oposições que tentam provar que é preciso mudar.
Os dados revelam, subjetivamente, que a eleição de 2010 é da continuidade.
A partir da disputa presidencial, onde a oposição feita por José Serra (PSDB) tem encontrado grandes dificuldades para convencer o eleitorado a mudar de rumo, mesmo que seja “pra melhor”.
Nas disputas estaduais, os dados são ainda mais significativos. Os candidatos da situação, sejam eles governadores em reeleição ou indicados pelo governo, lideram a disputa em 17 dos 26 estados brasileiros.
Isso acontece nos grandes e nos pequenos estados brasileiros. Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Pernambuco são exemplos de disputas em que os candidatos ao governo estão em situação confortável, surfando em ondas da continuidade.
Até em estados onde os governistas estavam atrás, as coisas tem mudado, como é o caso emblemático de Minas Gerais, onde o governador Anastasia (PSDB) começa a passar Hélio Costa (PMDB).
Soma-se a isso, claro, o poder das máquinas estaduais. Mas a sensação é tão grande que é possível registrar quedas até no índice de divórcios. O brasileiro não está querendo nem mudar de mulher.
Embora, repito, seja apenas uma sensação e não uma comprovação objetiva de que tudo está realmente bem.
As oposições, então, na disputa presidencial ou nas disputas estaduais, enfrentam dificuldades para encontrar uma maneira mirabolante de furar essa sensação de continuidade que se formou na eleição de 2010.
Um monstro invisível que procura a todo custo mostrar que mudar não está na moda.
Abaixo veja lista dos candidatos da situação que lideram as disputas eleitorais, inclusive a presidencial, conforme dados do IBOPE:
Brasil – Dilma Roussef (PT)
Acre – Tião Lucena (PT)
Amazonas – Omar Azis (PMN)
Bahia – Jaques Wagner (PT)
Ceará – Cid Gomes (PSB)
Goiás – Marconi Perilo (PSDB)
Maranhão – Roseana Sarney (PMDB)
Mato Grosso do Sul – André Puccinile (PSDB)
Pernambuco – Eduardo Campos (PSB)
Rio de Janeiro – Sérgio Cabral (PMDB)
Roraima – Anchieta Júnior (PSDB)
Sergipe –Marcelo Deda (PT)
São Paulo – Geraldo Alckimin (PSDB)
Minas Gerais – Anastasia (PSDB) *Empatado com Hélio Costa
Espírito Santo – Renato Casa Grande (PSB)
Mato Grosso – Silva Barbosa
Rondônia - João Cahulha (PPS)
Tocantins – Carlos Gaguim (PMDB)